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Antes de Ser Feliz

O princípio possível começa na Figueira da Foz, uma cidade que é uma espécie de décor, guardiã de memórias de Verão e outras vivências. Um miúdo apaixona-se na idade em que os sentimentos são voláteis e sem importância. O objecto do seu amor é uma rapariga difícil, esquiva e perturbada.

Há a morte da mãe dela, as tardes de praia no areal imenso, as idas a Buarcos, as festas do Casino. E ainda um pai tímido e um tio criativo atrelado a um cão chamado Tejo. O amor não se desfaz com o tempo. O miúdo chega a rapaz e depois faz-se homem. Parte para Lisboa mas regressa sempre, como uma fatalidade. Espera que ela, a mulher que o obriga a parar no tempo, volte também à cidade, tome conta da sua herança e lhe dê outra vida. Enquanto espera, acompanha o pai dela na doença, organiza papéis e pensamentos, vai a funerais, pendura um Canaletto precioso. Herda a casa que, em tempos, foi chão sagrado para ela; ela, que finge que não está.

«Sente-se a tristeza a evolar-se das páginas de Patrícia Reis, passando para o coração do leitor, que acaba a leitura com o sentimento difícil de uma forte pena ou pesar psicológico. São, de facto, dos romances mais tristes que se escrevem hoje em Portugal. Expressão da vida dos portugueses em geral […]. Entre a vida diária (o estado “antes de ser feliz”), a realização e a felicidade abre-se um vazio existencial semelhante ao dos romances de Vergílio Ferreira [...]. Novela paradoxalmente triste e bela, reflexo de uma escrita dolorida, que, no final, sem magoar o leitor, o entristece.» | Miguel Real, Jornal de Letras, Artes e Ideias.

«A linguagem deste livro é simples como são as pessoas simples nas suas complexidades. Lê-se bem, rápido? Como se lêem as pessoas – lêem-se verdadeiramente bem e rápido?» | António Pedro Pereira, Notícias Sábado.

«Patrícia Reis anda há anos a tentar entender aquilo de que ninguém entende patavina. O amor, a paixão furiosa, as pequenas memórias do escândalo terno. Em Antes de Ser Feliz, agora editado, a jornalista opera um ensaio curioso, dissecando o fogo e a chama com olhar minucioso. Cria um esboço para o amor, um plano para os amantes. É obra, ainda para mais porque aplica uma escrita compulsiva e consegue nunca perder o fio à meada.» | Ricardo J. Rodrigues, Notícias Magazine.

«Patrícia Reis tem novo livro. Lançado no final de fevereiro, Antes de Ser Feliz confirma a qualidade da escritora, e a sua assinalável capacidade de dar primazia às personagens, deixando que sejam elas a mostrar-lhe como conduzir as histórias.» | Tiago Matos, Urban Man.

«Patrícia Reis escreve sobre pessoas e, ao fazê-lo, escreve sobre as cidades que as tecem. Neste romance, a autora de Amor em Segunda Mão explora a necessidade de saber fruir os curtos momentos de felicidade. [...] A intertextualidade e as várias propostas de leitura proporcionadas por este romance conferem-lhe uma intensidade que contrasta com a sua curta dimensão. […] Antes de Ser Feliz mostra, à sociedade, como amadureceu bem a voz da autora». | Tito Couto, Fórum Vale do Sousa.

«[Novela] rápida, intensa, com uma linguagem de um cuidado extremo. Patrícia Reis sabe dessa arte de escrever, de passar sentimentos, de fazer com que o leitor se sinta um espelho desse mundo interior que ela vai criando em ficções como Amor em Segunda Mão (2004) ou Cruz das Almas (2006). E agora em Antes de ser Feliz.» | Diário Económico.

«Antes de Ser Feliz: novo sinal de que Patrícia Reis é grande revelação da literatura portuguesa. [...] Último parágrafo: […]. Quando, de deslumbramento em deslumbramento, lá cheguei – pensei: bastariam essas três frases para me pôr a ler este livro. Notável […]. É mais um sinal de que Patrícia Reis, 40 anos, é mesmo uma das maiores revelações da literatura portuguesa no século XXI.» | António Simões, A Bola.

«Patrícia Reis, uma das mais originais e poderosas escritoras da actual literatura portuguesa […].» | Jornal de Notícias.

«Patrícia Reis, uma das mais originais escritoras da literatura portuguesa [...].» | Destak.

«Uma novela que pulsa ao ritmo dos sentimentos maiores do que a vida, na avidez da busca pelo amor pleno, que os embates e cinismos da vida desgastam e que serve de pretexto para um reflexão mais ambiciosa sobre o sentido da existência.» | Focus.

Editora: Publicações Dom Quixote (2009)
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