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Uma Cultura da Informação para o Universo Digital

O termo literacia é hoje aceite para designar a persistente dificuldade de percentagens significativas da população dominarem as competências de leitura, escrita e cálculo. Diversas medidas institucionais não conseguiram erradicar este fenómeno, origem de preocupantes desigualdades, a que a emergência de novos ambientes digitais veio ainda acrescentar maior complexidade.

A informação é agora criada, registada e armazenada em suportes digitais e circula em infra-estruturas e redes globais.

Se é certo que tal pode representar enormes oportunidades para o desenvolvimento individual e colectivo, tem contudo gerado novas desigualdades, que se sobrepõem e reconfiguram as anteriores. A noção de «fractura digital» designa então as dificuldades na interacção com as tecnologias e no acesso a recursos de informação, cuja produção é exponencial e de dimensão difícil de abranger e gerir. Responder aos desafios do universo digital, que transformará todas as facetas da nossa vida, exige uma ética e uma cultura da informação para a inclusão social.

«Furtado es lúcidamente consciente del conflicto latente entre la deep attention (la atención profunda) y la hyper attention (hipertación), entre el sosiego reflexivo y ascético de la skholé y la disgreagación superficial de la ambient interruption, la interrupción ambiental responsable de la hipoatención. Y ahí radica su singularidad, en encontrar ese peliagudo y comprometido punto medio entre dos alfabetizaciones que a menudo se presentan como concurrentes pero que son ineludiblemente complementarias.» | Joaquín Rodríguez, madri+d.

«José Afonso Furtado é tão absolutamente exímio a expor, com seu habitual estilo sóbrio, claro e conciso, as mais importantes reflexões de diversos autores sobre o tema, que não hesito em recomendar este livro como primeira leitura a quem estiver interessado em explorar esta problemática.» | João Pedro da Costa, mv flux.

«Do mesmo modo que em livros anteriores, José Afonso Furtado traz cuidadosas e atualizadas leituras [...].» | Rogério Santos, Indústrias Culturais.

Editora: Fundação Francisco Manuel dos Santos (2012)