Tocata Para Dois Clarins, 1992
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Tocata para Dois Clarins

A obra ganhou o Prémio Américo Lopes de Oliveira para Estudos Histórico-Sociais de Âmbito Local ou Regional, 1992.

Em agosto de 1936, dois jovens portugueses, António e Maria, iniciam um namoro que, quatro anos mais tarde, haverá de os levar ao casamento. Partem para Lisboa, em viagem de núpcias, e visitam a grande Exposição do Mundo Português, dando conta, um e outro, em capítulos alternados, da sensibilidade com que vivem as suas experiências.

Por entre a voz que utilizam, entretanto, é a partitura de um «nós» tribal que vão escutando, obrigados a uma espécie de ditado escolar, feito de linhas que falam de Grei, de reis e de heróis e de santos. Nas margens do Tejo, porém, eis que os germes da derrocada do Império se estão traiçoeiramente incubando. Daí que relatar a Guerra de Espanha, as primeiras efemérides do segundo conflito mundial, a meticulosidade com que acerta Oliveira Salazar as suas contas com a Pátria, as chamas que devoram as colónias de África, tudo isso signifique contemplar o nosso retrato futuro, quer dizer, este mesmo que nos sobrou.

 

Editora: Publicações Dom Quixote (1992)
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