Se Eu Fosse Chão
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Se Eu Fosse Chão

«Um hotel é um mundo pequeno feito à imagem do outro maior. Nós garantimos que a escala permaneça justa, sem nada aumentar ou reduzir. Não nos peçam para corrigir o que vai torto ou torcer o que anda certo. Servimos os nossos hóspedes e damos-lhes a importância que merecem, ou que podem pagar. O resto pertence à justiça ou à igreja, não somos juízes nem padres. Somos artífices do detalhe e da memória, e não nos peçam mais.»

Num grande hotel, as paredes têm ouvidos e os espelhos já viram muitos rostos ao longo dos anos: homens e mulheres de passagem, buscando ou fugindo de alguma coisa, que procuram um sentido para os dias. Num quarto pode começar uma história de amor ou terminar um casamento, pode inventar-se uma utopia ou lembrar-se a perna perdida numa guerra, pode investigar-se um caso de adultério ou cometer-se um crime de sangue.

Em três épocas diferentes, entre guerras que passaram e outras que hão-de vir, as personagens de Se Eu Fosse Chão — diplomatas, políticos, viúvos, recém-casados, crianças, atores, prostitutas, assassinos e até alguns fantasmas — contam histórias a quem as queira escutar.

«Nesta panóplia de personagens [...] inscreve-se a história colectiva de Portugal e do mundo» | Agripina Carriço Vieira, Jornal de Letras

«É um mundo que fervilha, que nos contagia» | João Gobern, DN

Editora: Publicações Dom Quixote (2015)
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