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Safira e a Luta contra o Cancro

A reportagem que deu origem ao livro, intitulada «A batalha para salvar Safira» venceu o Prémio de Jornalismo da UE no domínio da saúde (vencedora nacional, finalista europeia). a par do Prémio de Jornalismo Novartis Oncology ambos em 2012.

Esta é a história de Safira — uma menina a quem, aos quatro anos de idade, foi diagnosticado um tumor de Wilms, um tipo de cancro no rim tão raro quanto agressivo — e da luta dos seus pais, que correram o mundo em busca de uma terapêutica alternativa para a curar.

Eles recusaram prosseguir o tratamento que, à partida, lhes era apresentado como a única salvação para a filha: a quimioterapia. E para isso tiveram de enfrentar não só o corpo clínico do Instituto Português de Oncologia como o Tribunal de Menores, num processo legal sem paralelo no nosso país.

A história de Safira tem ingredientes únicos e levanta questões muito pertinentes.
Devem os pais ter o direito de escolher os tratamentos dos seus filhos? Podem os tribunais forçar um internamento, retirando uma criança da guarda dos seus pais? Devem explicar-se detalhadamente às famílias todos os efeitos secundários envolvidos em tratamentos tão agressivos como os que se aplicam na área da oncologia? Estará a prática do «consentimento informado» instituída apenas para desculpabilizar médicos e hospitais no caso de alguma coisa correr mal? Que espaço podem ter as terapêuticas não convencionais nos tratamentos médicos de menores?

Todas estas questões foram intensamente debatidas pelos pais quando se recusaram a ficar à espera de um milagre que a salvasse. Foram, contra tudo e contra todos, à procura desse milagre. Esta é a história de como o encontraram.

«Sofrimento, amor, coragem, arrogância, obscurantismo e, tanto quanto é possível saber, um final feliz — Patrícia Fonseca tem tudo isto em mãos e tece a sua narrativa com o rigor e a lealdade que se exige a um jornalista e a eficácia e simplicidade que se espera de um contador de histórias. [...] Faz jornalismo, recorrendo à única receita que resulta sempre: pegar numa boa história e contá-la bem.» | Filipe Santos Costa, Expresso.

Editora: Edições Asa (2012)
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