órion
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Oríon

Direitos vendidos para: Itália.

Oríon é o segundo romance de uma trilogia iniciada com Ursamaior. Não se pense que é o seguimento do romance anterior. Muito pelo contrário. Oríon passa-se na floresta tropical de São Tomé e Príncipe, para onde foram deportadas inúmeras crianças judias, no século XV.

O episódio é pouco conhecido (é referido pelos cronistas Garcia de Resende e Damião de Góis), mas chamou a atenção de Mário Cláudio, que fez dele uma reflexão «sobre as relações entre uma minoria e o poder» (entrevista a Valdemar Cruz, Expresso, março 2003). É esse o ponto de contacto com o romance anterior, tal como o facto de se tratar de novo de uma constelação (esta, de grande importância para os judeus), e de os personagens serem de novo sete.

Abel é o narrador e o seu «discurso é impregnado pela febre tropical», de que ressalta uma grande carga erótica, uma grande intensidade de vida («Quem teve a experiência de viver num contexto tropical apercebe-se de que os sentidos funcionam no máximo da sua intensidade. Necessariamente que esses impulsos, que são básicos, tal como a voracidade, que também aparece — porque o estômago e o sexo são o sustentáculo da vida humana —, surgem com muita força.»)

«Em Oríon, o escritor serve-se do episódio verídico, mas pouco conhecido, da deportação de crianças judias para São Tomé e Príncipe, no século XV. São sete menores despejados num meio adverso, todos com nomes bíblicos, num romance que reclama para título o nome de uma constelação de grande importância no universo judaico. De novo, o que encena e questiona é o discurso do poder e as suas relações com uma minoria, neste caso étnica e etária». | Valdemar Cruz, Expresso.

«Mário Cláudio regressa ao universo da infância, faz de Abel um rapaz que é o seu duplo, a sua projecção, e que conta passagens assustadas e ao mesmo tempo lúcidas. Os factos, que não fazem propriamente parte de um romance histórico, são entrelaçados por uma forte carga erótica. Raquel, Débora ou Perpétua são mulheres atraentes, que não escapam à visão febril de um adolescente [...]. Num misto de poesia, história e ficção, Oríon é um livro de amores, de justiça [...]». | Nuno F. Santos, O Primeiro de Janeiro.

Editora: Publicações Dom Quixote (2003)
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