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O Que não Pode Ser Salvo

Um triângulo amoroso que liga França, o Norte rural português, Lisboa e a Margem Sul. Uma jovem francesa, filha de emigrantes portugueses, que vem viver para a terra a que não pertence; um rapaz que luta para sair do meio devorador em que nasceu; um miúdo burguês, canhestro, com uma família de fachada; e um quarto elemento que completa o elenco de uma tragédia contemporânea de ressonâncias clássicas: história de amor, racismo, ciúme, traição, vingança e inquietação, qual Otelo de Shakespeare e de fancaria na era do rap, do Facebook e do call centerO Que não Pode Ser Salvo é também o retrato dos males sociais e culturais que afligem um país enfraquecido pela crise económica e a falência dos valores.

«É uma escrita crítica, cheia de uma ironia ácida, onde cada palavra encontra o seu lugar num intrincado jogo de sentidos.» | Isabel Lucas, Ípsilon.

«[Pedro Vieira] faz de O Que Não Pode Ser Salvo um voo planado sobre Portugal.» | José Mário Silva, Expresso.

«Como numa tragédia, há uma espécie de força negra que impele as personagens a uma condenação. Não se trata de uma visão determinística, mas da lucidez de um pessimismo atento. A precipitação final do livro aproxima-o da catástrofe trágica, acabando por lhe dar uma dimensão que o eleva acima de uma simples narrativa.» | Hugo Pinto Santos, Time Out.

«[N]ão existe passado literário em Portugal para o estilo de Pedro Vieira, o qual não se resume a adornar a narração de uma história, uma simples história (pecado maior do atual romance português), mas, tal como o de Raul Brandão e o de Lobo Antunes, a evidenciar, por meio da caracterização das personagens, segundo uma leitura satírica, traços fundamentais da cultura portuguesa e do comportamento idiossincrático dos portugueses, revolucionados neste princípio de século.» Miguel Real, Jornal de Letras, Artes e Ideias.

 

Editora: Quetzal Editores (2015)
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