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O Grande Livro dos Ismos

Pedro Vieira descreve-nos 150 ismos históricos com doses generosas de eloquência, acidez e reflexão, numa síntese histórica do tanto que o mundo já viu e da infinita criatividade do ser humano para contrariar os pais.

Fascismo, comunismo, cavaquismo, altruísmo, socialismo, surrealismo, escotismo, bota-abaixismo, amiguismo, cristianismo, niilismo, trumpismo, realismo, feminismo…

Cavar trincheiras e abraçar afinidades electivas é um dos grandes passatempos da Humanidade. Agrupamo-nos de acordo com convicções partilhadas, diferentes modos de estar, de encarar o mundo, de interpretar sonhos e augúrios, de desconstruir a realidade, de construir utopias, de desenhar um rosto, de ver o invisível, de receber a chuva, o dia do Juízo Final ou uma Lua cheia. Agregamo-nos em torno de ideologias e batemo-nos por elas, ou, pelo contrário, rejeitamo-las com unhas e dentes. Às vezes só porque sim.

Vivemos contaminados por ideias, preferências e embirrações, consoante as circunstâncias da vida, e declaramos guerra à mudança. Mas também à imobilidade. Difícil mesmo se não impossível – será passar por entre os pingos da chuva e viver uma vida livre de ismos, de filosofia, de política, de arte, de espiritualidade. Ou dos seus contrários. Se não fosse assim, viveríamos realmente em liberdade?

Editora: Objectiva (2021)
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