O Colecionador de Erva (2013)
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O Colecionador de Erva

Direitos vendidos para: França (Mirobole Éditions).

Jaime Ramos, o investigador protagonista dos livros de Francisco José Viegas, vê-se a braços com duas investigações paralelas: a do assassínio de dois imigrantes russos (antigos militares soviéticos), cujos corpos são encontrados no interior de um carro semicarbonizado, nos arredores do Porto — e o desaparecimento de uma jovem de 20 anos, oriunda de uma família tradicional do Minho.

Se uma das investigações o transporta às suas memórias de militante comunista e a uma velha paixão pela literatura russa, a outra leva-o a um mundo onde coabitam velhas famílias do Minho ou do Porto, sexo, marijuana, espionagem a políticos, venda de armas, negócios em Angola e as memórias de um país que vive entre ruínas (as do império e as das fortunas recentes e antigas), corrupção e luta pelo poder — e que guarda os seus loucos no armário, para não parecer mal.

Com capítulos perdidos nos quatro cantos do mundo (entre Portugal, Rússia, Angola, Brasil ou Cabo Verde), O Colecionador de Erva funciona como uma montagem cinematográfica sem princípio, meio ou fim — onde vários crimes são cometidos sem nexo aparente, onde personagens aparecem e desaparecem sem justificação, e onde a solução nunca está à vista senão apelando à nossa imaginação, como num road movie.

«Este livro é um labirinto ordenado de histórias de gente; não é, de todo, um romance policial mas é o melhor livro que Francisco José Viegas escreveu até este momento.» | Pedro Marques Lopes.

Editora: Porto Editora (2013)
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