Jogada Ilegal
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Jogada Ilegal

Direitos vendidos para: Brasil.

Em março de 2009, a pouco menos de um ano da decisão de quem organizaria o Campeonato do Mundo de Futebol de 2018, o presidente da FIFA piscou o olho à Inglaterra ao garantir que era um «candidato bastante sólido.» Não é pois de estranhar as caras de desilusão dos ingleses, quando ouviram da boca do mesmo Sepp Blatter que o vencedor era a Rússia.

Afinal quais são as qualidades para organizar um mundial? Estádios, bons hotéis, acessos, segurança, capacidade de organização… ou simplesmente dinheiro?

Mourinho garantiu, sem grandes explicações, que não ia estar presente na gala da Bola de Ouro da FIFA 2012 em Zurique, onde era forte candidato a receber o título de melhor treinador do mundo. A explicação veio depois à RTP e como sempre envolta em polémica: «Quando me ligaram mais de duas ou três pessoas a dizer “eu votei em ti e o voto foi para outro”, decidi não ir. Acuso a FIFA de irregularidades na eleição do melhor treinador do mundo. Houve falta de transparência.»

O ex-jogador brasileiro e campeão do Mundo Romário, aquando dos protestos no Brasil contra os elevados gastos na organização do Mundial de Futebol de 2014, deixou um vídeo na Internet com uma mensagem clara que dizia tudo: «A FIFA chega, monta o circo, não gasta nada e leva tudo.»

A FIFA é não só dona do Mundial, mas também do país anfitrião, durante o período da competição, graças às garantias governamentais que exige. No mundo do futebol há jogadas que se fazem sem bola. Jogadas ilegais onde os ingredientes principais são a intriga, subornos, compra de votos, venda ilegal de bilhetes, dirigentes e políticas internas racistas, discriminação, amizades com governantes violadores dos direitos humanos, suspeitas de tráfico de droga e armas. Tudo sob a égide do fairplay e do amor pelo jogo.

É deste mundo obscuro que trata este livro de investigação inédita, do jornalista desportivo e escritor Luís Aguilar que desvenda os bastidores desta organização que representa o futebol, o desporto mais amado no mundo.

«Jornalista desportivo, o autor analisa nesta obra o polémico Blatter e apresenta o resultado de uma investigação inédita após a qual são desvendados os bastidores da organização que mexe com milhões – de euros e de pessoas. O futebol, desporto “mais amado do mundo”, é assim colocado a nu neste trabalho.» | Mafalda Avelar, Diário Económico.

«Luís Aguilar traça um mapa com muitas zonas negras do maior organismo internacional dedicado ao futebol, partindo da velha máxima do bom investigador: se queres saber de onde vem a sujidade, então segue o rasto do dinheiro.» | Pedro Miguel Silva, Rua de Baixo.

Editora: A Esfera dos Livros (2013)