capa Ilíada de Homero
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Ilíada de Homero

Plano Nacional de Leitura: livro recomendado para o ensino secundário como sugestão de leitura.

Direitos vendidos para: Brasil.

A Ilíada, primeiro livro da literatura europeia, terá surgido no século VIII a. C., no fim de uma longa tradição épica oral; extraordinário canto de sangue e lágrimas, em que os próprios deuses são feridos e os cavalos do maior herói choram, este poema de guerra em 24 cantos mantém inalterada a sua capacidade esmagadora de comover e perturbar.

O título remete imediatamente para Ílio ou Ílion — Tróia — e, embora tivesse sido possível, num poema com 16 mil versos, narrar toda a guerra de Troia, Homero isola um período de pouco mais de cinquenta dias, já na fase final das hostilidades, do qual nos descreve, em termos de ação efetivamente narrada, catorze dias. Concentra assim simbolicamente uma guerra de dez anos em duas semanas. Repetindo a proeza alcançada com a sua magnífica Odisseia, Frederico Lourenço oferece-nos agora a primeira tradução integral portuguesa, em verso, desta obra máxima da literatura mundial.

«A tradução de Frederico Lourenço da Ilíada, agora enfim publicada, é decerto um acontecimento histórico para a cultura portuguesa, finalmente aproximando da nossa língua aquele que, como Frederico Lourenço diz, é o livro primeiro e, sob muitos aspetos, o livro maior da literatura europeia. Para mim, como certamente para muitos outros leitores, é, porém, mais do que isso, é o encontro emocionado e feliz com uma parte que me faltava da minha própria vida.» | Manuel António Pina, Visão

«Depois da tradução da Odisseia, a recente edição da tradução da Ilíada por Frederico Lourenço, é um acontecimento maior na cultura portuguesa. Uma festa da poesia e da língua. Ele não nos traz apenas a equivalência idiomática, restitui-nos a música inigualável dos versos de Homero, a música fundadora e primordial desse poema que consubstancia a própria essência da condição humana.» | Manuel Alegre, Expresso

«A edição da Ilíada com a nova tradução de Frederico Lourenço, a primeira tradução contemporânea integral do original grego, é um acontecimento que ficará para além da nossa habitual e furiosa produção de espuma cultural subsidiada. O poema homérico brilha agora no português de hoje com o mesmo esplendor das origens, feito de primeiras palavras, de metáforas ainda completamente vivas, de nomes que milhares de anos tornaram familiares, arrastando-nos a este mundo antigo, tão nosso, tão por debaixo do nosso chão. Se estivéssemos na Grécia, ou mesmo em Roma, podíamos bater com os pés na terra para saudar o livro, como o poeta Horácio aconselhava depois da batalha do Ácio. [...] A Ilíada, tanto como a Odisseia é o nosso terreno fundador, o de um mundo que a guerra moldou muito mais do que hoje queremos ou podemos admitir.» | José Pacheco Pereira, Público

Editora: Cotovia (2014)
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