Debaixo de Algum Céu
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Debaixo de Algum Céu

Livro distinguido com o Prémio LeYa 2012.

Direitos vendidos para: França, Itália.

Num prédio encostado à praia, homens, mulheres e crianças — vizinhos que se cruzam mas se desconhecem — andam à procura do que lhes falta: um pouco de paz, de música, de calor, de um deus que lhes sirva. Todas as janelas estão viradas para dentro e até o vento parece soprar em quem lá vive.

Há uma viúva sozinha com um gato, um homem que se esconde a inventar futuros, o bebé que testa os pais desavindos, o reformado que constrói loucuras na cave, uma família quase, quase normal, um padre com uma doença de fé, o apartamento vazio cheio dos que o deixaram. O elevador sobe cansado, a menina chora e os canos estrebucham. É esse o som dos dias, porque não há maneira de o medo se fazer ouvir.

A semana em que decorre esta história é bruscamente interrompida por uma tempestade, que deixa o prédio sem luz e suspende as vidas das personagens — como uma bolha no tempo que permite pensar, rever o passado, perdoar, reagir, ser também mais vizinho. Entre o fim de um ano e o começo de outro, tudo pode realmente acontecer — e, pelo meio, nasce Cristo e salva-se um homem.

Embora numa cidade de província, e à beira-mar, este prédio fica mesmo ao virar da esquina, talvez o habitemos e não o saibamos.

Com imagens de extraordinário fulgor a que o autor nos habituou com o seu primeiro romance, Debaixo de Algum Céu retrata de forma límpida e comovente o purgatório que é a vida dos homens e a busca que cada um empreende pela redenção.

«[...] revela uma extensa cultura literária e grande capacidade de criar empatia com o leitor no tratamento de questões humanas e universais.» | Maria do Rosário Pedreira

«uma alegoria do mundo contemporâneo» | Manuel Alegre, discurso de entrega do Prémio Leya

«um espelho de Portugal» | Rita Silva Freire, SOL

Editora: Leya (2013)
Comprar: Wook