Capa.Capitais.PauloTavares.2012
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Capitais

«De cidade em cidade, melhor dizendo de capital em capital, Paulo Tavares vai-nos dando breves instantâneos, onde por vezes o passado e a memória se infiltram no presente:

“Não é, na verdade, azul / este lamacento Danúbio, / mas olhando-o da ponte, / depois do mercado central, / é possível ver afundada / a narrativa que nos precede: / os tanques capotados ao longo / de estradas sem rumo, a ascensão / dos movimentos estéticos, / os campos silvestres e os campos / de morte, e empilhada sobre / tantas outras, uma porta ao canto: / símbolo sem transposição”.

Nem todos os símbolos são interpretáveis nesta viagem, portanto. Ainda assim, o que resulta dela, mais do que melancolia, é uma energia renovada: «era esse o momento de olhar / em todas as direções e sentir de novo / segurança no tempo que se avizinha». | Carlos Vaz Marques, TSF.

«Dir-se-ia que em Paulo Tavares e Miguel-Manso podemos encontrar duas das linhas mais fecundas do discurso poético formado nos últimos cinco anos em Portugal [...].» | António Carlos Cortez, Jornal de Letras, Artes e Ideias.

Editora: Edição de autor (2012)