Bela (2005)
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Bela

Na história da sua dor inominada, avassaladora e incompreendida, os factos são o cenário. Bela, menina nascida de uma relação extraconjugal, sendo criada pela mulher do seu pai que nunca a terá aceitado. Bela, filha bastarda nunca legitimada pelo pai. Do sentimento de rejeição nasce a força da quimera: o sonho do amor e a utopia da escrita. Bela persegue a quimera como a única realidade aceitável. Casa três vezes, e por três vezes o amor encontra-se com a desilusão.

Escreve, grita nos seus poemas, mas quase ninguém a ouve em vida. Bela vai sucumbindo. O irmão Apeles, a única presença constante de amor na sua vida, sofre um acidente de avião e morre. Não é reconhecida como poeta. Bela afunda-se na agonia. A morte é exaltada como única solução de apaziguamento.

Editora: Ambar (2005)