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As Águas Livres

«São Cadernos espelhados uns nos outros, de algum modo autónomos, embora estejam interligados. Vêm de vários tempos, circunstâncias e lugares, como já acontecia em Os Guarda-Chuvas Cintilantes, podem encaixar-se como matrioscas ou fugir em todas as direções como fagulhas. Formarão, eventualmente, no fim, uma constelação? Não tenho nenhuma certeza.

Até porque nunca os poderei dar por terminados, serão sempre um contínuo interrompido, folhas de papel à solta, voando ao sabor do vento, que não me obedecem nem se deixam prender por mim. Pedaços de mundo em que tropeço como se tropeçasse em pedras, que não têm outro sentido para além de existirem, puro acontecer, em estado bruto.»

«Teolinda Gersão brinca com o tempo e sentimos um grande prazer nesse jogo. [...] Estes cadernos, e os que se anunciam, como método intercalar, têm um caráter propositadamente ambíguo. São dificilmente classificáveis. São fragmentos, que a romancista experimentada, com provas dadas, utiliza magistralmente. E somos presenteados com esta “espécie de avesso das coisas”, que constitui uma “dimensão rebelde à tirania racional”.» | Guilherme d’Oliveira Martins, e-Cultura.pt.

«O prazer de contar e reflectir é contagiante.» | Eduardo Pitta, Sábado.

«Emana deste livro uma poesia que nasce do nosso dia-a-dia e nos leva a creditar que atravessamos esta vida cegos para essa dimensão poética, que a maior das aventuras já a estamos a viver.» | António Ganhão, PNET Literatura.

Editora: Sextante Editora (2013)
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